Segundo as informações, até o final de 1991, o Brasil poderá ter capacidade tecnológica própria para fabricação de mísseis nucleares. Para isso foi firmado, no ano passado, entre o governo brasileiro e a República Popular da China, um acordo para a troca de tecnologia que permitirá o desenvolvimento de mísseis de ataque com ogivas atômicas de combustível sólido. Um dos principais itens do acordo bilateral prevê que o Brasil passará aos chineses todo o "know how" que possui na área de combustível sólido, o propelente-- componente químico utilizado em foguetes nacionais (a série Sonda, por exemplo), desenvolvido pelos cientistas do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP). Em troca, a China repassaria o domínio tecnológico que tem sobre o combustível líquido (utilizado pelo seu míssel CPR-SSBM-1-N) e o sistema de guia de foguetes que pesquisou nos últimos 20 anos (FSP).