O ministro da Agricultura, Íris Rezende, informou que o governo decidiu acabar com o subsídio ao crédito agrícola e, a partir de agora, os produtores vão pagar correção monetária plena e taxas de juros de 7% a 9% ao ano nos empréstimos rurais. Segundo o ministro, as exigibilidades dos bancos (parcelas dos depósitos à vista que devem ser obrigatoriamente aplicadas no crédito rural) também foram aumentadas, passando para 20%, 40% e 60%, de acordo com o tamanho da instituição. Os VBC (Valores Básicos de Custeio)-- que limitam os empréstimos para custeio da safra-- serão fixados em OTN (Obrigação do Tesouro Nacional). O orçamento para a safra 1987/1988 ficou estabelecido em Cz$385 bilhões e as dívidas dos agricultores contraídas antes do Plano Cruzado serão isentas de correção monetária até 28 de fevereiro deste ano. O pagamento dos empréstimos feitos a partir desta data até agora terá seu prazo prorrogado, depois de análise caso a caso. Para pequenos e microprodutores, a prorrogação poderá chegar a quatro anos, com dois de carência, e para os demais, o limite será de três anos, com um de carência (JB) (GM).