Os credores internacionais do Brasil utilizam a antiga máxima de dividit ut imperat" e não uma técnica de análise e de opção econômica e social". Essa crítica foi formulada ontem em Paris, durante palestra na Associação dos Bancos Franceses, pelo presidente do Banco Central, Fernão Bracher. Em vez de um tratamento global, segundo Bracher, os credores se dizem defensores da solução casuística, isto é, defendem a análise caso a caso. "Dessa forma é mais fácil negar sua parte de responsabilidade na crise e exigir o máximo do devedor". Bracher defende também um tratamento caso por caso, desde que haja reciprocidade. Entre as reivindicações brasileiras, Bracher citou a necessidade do Brasil obter "dinheiro novo", mas não este ano, "mais para frente" (O ESP).