O ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, propôs aos líderes das centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e USI (União Sindical Independente), com os quais se reuniu ontem, a seguinte fórmula para compensar o "arrocho" salarial decretado com a implantação do "Novo Cruzado": a redução do prazo para incorporar aos salários os resíduos não cobertos pelos "gatilhos" e a ampliação do prazo no crédito direto ao consumidor. O ministro prometeu também aumentar o salário-mínimo. Os dirigentes sindicais, no entanto, saíram da reunião reafirmando a disposição de deflagrar uma greve geral, no próximo dia 15 de julho, caso o governo não adote medidas para repor a perda salarial média estimada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 37,74% nos últimos meses (JB) (FSP) (O Globo).