IGREJA REAGE AO ASSASSINATO DO ADVOGADO

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Luciano Mendes de Almeida, disse ontem em São Paulo que o assassinato, no último dia 11, no Pará, do advogado Paulo Fontelles, assessor jurídico da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará, exige uma pronta ação da Justiça. Dom Celso Queiroz, secretário-geral da CNBB, afirmou que a morte de Paulo Fontelles mostra que "o Brasil vive uma situação de primitivismo agrário, anterior à Revolução Industrial". Em sua opinião, "falta ao governo a vontade política de realizar a reforma agrária" (FSP).