GOVERNO CONGELA OS SALÁRIOS E PREÇOS

O governo decretou novo congelamento geral, pelo prazo máximo de 90 dias, de todos os preços, inclusive salários e aluguéis (este último, após o descongelamento, voltará a ser reajustado de acordo com legislação para as locações), extinguiu o "gatilho" salarial, que será acionado pela última vez em junho (para todas as categorias, com exceção das que têm data-base neste mês e, por isso, encontram-se em processo de negociação anual de seu reajuste), e implantou uma nova fórmula para o aumento dos salários. Após o descongelamento, os salários passarão a ser reajustados mensalmente. O índice de correção será, a cada trimestre, a média das taxas mensais de inflação registradas no trimestre anterior. Esta média receberá o nome de Unidade de Referência de Preços (URP)-- repetirá a variação média do Índice de Preços ao Consumidor (IPC)-- e servirá também para limitar as elevações de preços depois do descongelamento. Na área cambial foi anunciada uma mididesvalorização do cruzado perante o dólar norte-americano de 10,562% e o não congelamento do câmbio. O dólar passou a ser cotado a Cz$41,507 para compra e Cz$41,715 para venda, a partir de hoje. Para os turistas em viagem ao exterior, a moeda passa a custar Cz$52,143 considerando os 25% de empréstimo compulsório. As outras medidas foram: Ferrovia Norte-Sul é adiada por pelo menos seis meses, além das outras obras sem previsão de recursos orçamentários; combustíveis sobem 13,1% (gasolina passa a Cz$25,80 o litro, o álcool a Cz$16,80, óleo diesel a Cz$10,80 e o botijão de gás a Cz$130,00); sobem as tarifas de energia elétrica (45%), do telefone (33,8%) e o preço do aço (32%); preço do pão sobe 35,7%; leite sobe 26,7%; os preços são congelados por 90 dias, no máximo, a partir de 12 de junho (o descongelamento será em duas etapas: primeiro serão liberados os preços competitivos e depois os demais); eliminado o subsídio ao trigo, que passa a custar Cz$6.500,00 a tonelada; foi formada uma comissão de coordenação financeira que controlará os gastos do governo; o orçamento monetário será incluído no orçamento da União; fica proibido o crédito subsidiado pelo Banco Central (JB) (FSP).