COMISSÃO SUGERE REDUZIR APOIO AO USO DO CARRO A ÁLCOOL

A decisão da Comissão Nacional de Energia, que encaminhou ao presidente José Sarney anteontem uma série de sugestões para reduzir os estímulos ao uso do carro a álcool, decorre de uma outra decisão: não investir US$1,2 bilhão no PROÁLCOOL, necessários para elevar a produção a 20 milhões de metros cúbicos em 1992 (atualmente ela é de 11,8 milhões de metros cúbicos), a fim de manter a oferta interna. E essa decisão foi tomada com base em um relatório do Grupo de Trabalho criado no ano passado para avaliação do PROÁLCOOL. Entretanto, o documento adverte que a demanda de álcool prevista para 1992, mantidas as atuais condições de comercialização, será de 20 milhões de metros cúbicos e que, dessa forma, "os investimentos globais para o acréscimo da produção a partir de 1987 seriam de US$1,2 bilhão financiáveis ou não pelo PROÁLCOOL". Apesar de as sugestões da Comissão Nacional de Energia serem no sentido de cortar as vantagens dadas ao álcool, o documento afirma que o sucesso do programa está justamente nos estímulos concedidos ao consumo (O ESP).