O diretor da CACEX, Namir Salek, informou que, enquanto o saldo corrigido da balança comercial no ano passado foi de US$1,18 bilhão menor, o do primeiro trimestre deste ano foi de US$111 milhões maior. O mesmo órgão da Receita Federal-- Coordenação do Sistema de Informações Econômicas e Fiscais (CIEF)-- que forneceu em 1986 números de importação subestimados, este ano passou a divulgar estatísticas superestimadas, sem que o diretor da CACEX saiba explicar as razões. Salek convocou a imprensa para isentar a CACEX da responsabilidade pela apuração dos dados de importação. Ele garantiu que os números globais fornecidos mensalmente pelo CIEF eram somados às estatísticas de importação de petróleo (elaboradas pela PETROBRÁS) e de trigo (CACEX). "Não temos autoridade nem poder para manipular os números do CIEF e aqui, na CACEX, nunca manipulamos nada", afirmou. O secretário-substituto da Receita Federal, Sérgio Rosa, disse, porém, que o órgão não cometeu qualquer erro na apuração do valor das importações durante o ano passado. Segundo ele, as diferenças entre os números da Receita e os da CACEX começaram a aparecer a partir de setembro. Já o ex-diretor da CACEX, Roberto Fendt Júnior, atribuiu à Secretaria Federal a responsabilidade pela diferença encontrada pelo Ministério da Fazenda na balança comercial de 1986 (FSP).