FUNCIONALISMO GAÚCHO RETORNA AO TRABALHO

O funcionalismo público do Rio Grande do Sul, depois de uma paralisação de 50 dias, decidiu, ontem, em assembléia, voltar ao trabalho, sem conseguir o que pretendia ao iniciar o movimento no dia 8 de abril: o reajuste dos vencimentos de acordo com o INPC, conforme lei aprovada no governo anterior. Afirmando que voltavam ao trabalho "sob protesto" e que a proposta do governo "serve apenas como antecipação salarial", os servidores resolveram liberar os deputados para votarem o projeto de lei que chegou ontem à Assembléia Legislativa. Pelo projeto, os reajustes passam a vigorar a partir de maio, com índices que vão de 63% a 154% para os níveis mais baixos, fixando o básico em Cz$2.736,00. Para o magistério público-- que continua em greve-- o mínimo para 20 horas é de Cz$3.450,00, quando os professores pedem piso de 2,5 salários-mínimos. Os servidores do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) também continuam em greve (GM) (FSP).