MINISTRO DOS TRANSPORTE ENVOLVIDO EM OPERAÇÃO ILÍCITA

O atual ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, quando integrante do governo do general João Batista Figueiredo, na diretoria-geral do DNOS (Departamento Nacional de Obras de Saneamento)-- órgão do Ministério do Interior--, participou de uma operação ilícita envolvendo o programa para acabar com as favelas dos Estados, o Promorar. O DNOS era o executor do Promorar no Rio de Janeiro, através do Pro-Rio, e nos outros Estados, no entanto, não havia projeto de viabilidade técnica e econômica das obras, além de não ter havido concorrência pública para a contratação do serviço. O extinto BNH (Banco Nacional da Habitação) foi subordinado, então, ao DNOS, para o qual passava os recursos e "empréstimos em aberto". Os auditores que investigam o caso descobriram irregularidades que vão desde reajustes extracontratuais até violação das normas fixadas pelo BNH. As obras do Promorar, hoje totalmente paradas, custaram Cz$4,5 bilhões ao BNH (O ESP).