ESTUDO MOSTRA QUE FERROVIA É OITAVA PRIORIDADE

Um estudo realizado em maio de 1986 pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (GEIPOT) concluiu que a construção da Ferrovia Norte-Sul seria a 8a. prioridade de transporte para a região dos Rios Araguaia e Tocantins, entre nove alternativas de transportes pesquisadas. As prioridades foram listadas dentro do critério de custos e benefícios de cada uma das alternativas examinadas pelo GEIPOT, subsidiária do Ministério dos Transportes e acionista minoritário da Valec. O custo ou investimento total na ferrovia é avaliado, no estudo, em US$1,5 bilhão (preço que hoje é fixado em US$2,44 bilhões). O custo anual do projeto, estimado para o ano de início de sua operação, seria de US$146 milhões, gerando seu benefício (faturamento) de US$93,9 milhões no mesmo período. A taxa de retorno, compreendida como a divisão do investimento total pelo benefício anual do projeto, seria de 5,7%, segundo o GEIPOT. Conforme o estudo, as alternativas de projetos de transportes que apresentariam maiores benefícios em relação à ferrovia, para atender à mesma região, são as seguintes, pela ordem de prioridade: implantação da hidrovia entre Aruanã (GO) e Conceição do Araguaia (PA), para articulação da malha viária do centro-oeste; implantação da hidrovia entre Aruanã e Marabá (PA); extensão da malha ferroviária do centro-oeste até Gurupi (GO), a partir das imediações de Goiânia/Anápolis, perfazendo cerca de 600 km; implantação da hidrovia, no trecho Aruanã e Conceição do Araguaia, bem como extensão da ferroviária da malha do centro-oeste até Aruanã; extensão da malha ferroviária entre Açailândia (MA) e Araguaína (GO); implantação da hidrovia entre Aruanã e Conceição do Araguaia e da extensão da ferrovia de Carajás até esta última (FSP).