O Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia-Tocantins (PRODIAT), citado pelo Ministério dos Transportes e pela Valec Engenharia e Construção como o principal estudo que sustenta a viabilidade econômica da construção da Ferrovia Norte-Sul, ligando Açailândia, no Maranhão, a Anápolis, em Goiânia, não recomenda a execução desta obra. Ao contrário, na apresentação do Plano Diretor de Transportes do PRODIAT, o uso dos Rios Araguaia e Tocantins, tornando-os navegáveis em toda a sua extensão, é sugerido como a melhor e mais barata alternativa de transporte para o desenvolvimento da região. Quanto à ferrovia, o PRODIAT prevê apenas a necessidade da construção de um trecho de 280 km, entre Goiânia-Anápolis-Aruanã, como complementação do Rio Araguaia até a malha ferroviária do centro-sul. Elaborado, em 1985, pelo governo do Maranhão, Goiás, Pará e Mato Grosso, em convênio com a Organização dos Estados Americanos (OEA), o PRODIAT propõe, em seu Plano Diretor de Transportes, previsto para o período 1985/1994, a Implantação paulatina de Corredores de Exportação na região, através da articulação racional das diferentes modalidades, destinadas a diminuir os custos de transporte; um aumento da utilização das vias navegáveis e a transformação da hidrovia em um corredor contínuo, vinculando grande parte da região centro-oeste ao Porto de Belém; e um melhoramento da rede rodoviária, especialmente da malha coletora e vicinal, promovendo a sua complementaridade com os sistemas troncais hidroviários, ferroviários e rodoviários". Segundo o estudo, os projetos identificados para serem executados no período de implantação do Plano de Transportes, demandam um investimento total de US$1,138 bilhão-- menos da metade do custo inicial de US$2,5 bilhões estimado para a construção da Ferrovia Norte-Sul. As duas principais obras para permitirem a adoção alternativa hidroviária como principal sistema de transporte da região do Araguaia-Tocantins, previstas pelo PRODIAT, são a conclusão das eclusas de Tucuruí, no Rio Tocantins, e a eclusa de Santa Isabel, no Rio Araguaia. O estudo observa, entretanto, que mais de 65% desses recursos serão absorvidos pelas obras previstas para o subsetor rodoviário (O Globo).