GENERAIS NÃO DEPÕEM NO CASO RUBENS PAIVA

O juiz Lima Rodrigues Júnior, da 1a. Auditoria do Exército, vai tomar os depoimentos das testemunhas Marilene Corona e Cecília Viveiros de Castro, no próximo dia 13, no IPM (Inquérito Policial Militar) que apura a morte do ex-deputado Rubens Paiva, ocorrida nas dependências do DOI-CODI em 1972, e não ouvirá os generais Sílvio Frota e Adyr Fiúza de Castro. Com essa decisão, ele atende apenas em parte ao pedido do promotor Paulo César Siqueira Castro, já afastado do cargo. O juiz determinou ainda que os médicos Amílcar Lobo e Edson Medeiros, além dos generais, sejam ouvidos, pelo encarregado do inquérito, quando o IPM for devolvido ao Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro. Segundo as informações, o promotor Paulo César de Siqueira pediu para deixar o IPM por pressões do procurador-geral da Justiça Militar, Eduardo Pires Gonçalves (irmão do ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves) (JB) (FSP).