O discurso do presidente José Sarney à sua nova equipe ministerial, ontem, agradou a maioria do empresariado, ao mesmo tempo que provocou reações contrárias das duas centrais sindicais do país-- CUT e CONCLAT. O presidente da FIESP, Luís Eulálio de Bueno Vidigal, afirmou que está correta a informação dada por José Sarney, em seu discurso, de que o governo alcançou o equilíbrio de suas contas. Flávio Telles de Menezes, presidente da Sociedade Rural Brasileira, afirmou esperar que Sarney e sua equipe tenham vontade e força política para cumprir os compromissos assumidos ontem em seu pronunciamento. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, José Auri Klein, disse que a prioridade número 1 do país não deve ser a redução do déficit público, mas o combate à elevação do custo de vida, que está chegando a limites intoleráveis. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador Albano Franco (PFL-SE), disse que a classe empresarial brasileira deve atender ao pedido do presidente José Sarney de não insistir em reivindicações impossíveis porque, segundo afirmou, "o sacrifício (no combate à inflação) para o empresário é hoje um investimento na livre iniciativa". O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Arthur Donato, considerou "justo que o presidente Sarney tenha enfatizado sua preocupação com a inflação", porque desde sua posse o governo "não logrou ainda resultados com relação à redução da inflação" (FSP).