A RURALMINAS (Fundação Rural de Minas Gerais), da Secretaria de Agricultura, foi acusada pela Associação dos Posseiros de Jaíba de atrasar a entrega dos títulos de terras a mais de 200 famílias, como forma de manter o emprego de cerca de 120 funcionários no escritório em Jaíba. De acordo com o presidente da Associação (que representa cerca de 24 mil famílias em 10 municípios do norte do Estado), Juarez Dias Santos, a RURALMINAS, encarregada de concluir a legalização da posse da terra, obrigou 19 famílias a assinar contratos de concessão de uso de 5 hectares e comodato em 25 hectares. Outras 181 famílias tiveram que assinar um contrato prevendo as penas do "artigo 299" do Código Penal, abdicando da condição de posseiros e reconhecendo a RURALMINAS como legítima proprietária das terras (JB).