PLANO BRESSER VISA ESTABILIZAR A INFLAÇÃO

O novo ministro da Fazenda, Luís Carlos Bresser Pereira, anunciou, ontem, um plano de curto prazo para ajustamento da economia, reequilíbrio das contas externas e estabilização da inflação, capaz de servir como base para o "acordo possível e necessário com os credores". As principais definições e metas traçadas por Bresser são as seguintes: crescimento-- a meta de crescimento do PIB para este ano é de 3% a 3,5%, elevando-se, a médio prazo, para a taxa de 6% a 7%; balança comercial-- manutenção da meta de US$8 bilhões para este ano; preços-- "preços de mercado constituídos em economia competitiva", definiu Bresser, acrescentando que o controle de preços só é necessário quando existe algum tipo de poder
8708 monopolítico sobre o mercado; câmbio-- ""a taxa de câmbio deverá ser realista, garantindo a competitividade de nossas exportações e o equilíbrio de nosso balanço de pagamentos"; juros-- as taxas de juros serão reais, ou seja, superiores à taxa de inflação; salários-- "os salários médios reais deverão ser preservados e, em seguida, aumentados à medida que aumente a produtividade média da economia. O "gatilho" salarial é hoje uma forma adequada de indexação salarial"; investimentos estrangeiros-- a política é de estímulo à entrada de capitais de risco no país. A transformação de créditos externos em capital deverá ser rapidamente regulamentada; sistema tributário-- o ministro quer uma reforma tributária capaz de aumentar a arrecadação, onerando os ganhos de capital e sem penalizar a classe média (O Globo).