As diligências realizadas nos dois últimos meses no âmbito do Exército não foram suficientes para apurar qualquer responsabilidade sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva ocorrido em janeiro de 1971 e não conseguiram sequer chegar à comprovação de sua morte. Essa foi a conclusão final do relatório apresentado pelo general da reserva Adriano Pinheiro da Silva, encarregado da primeira fase do IPM (Inquérito Policial Militar) que apura o desaparecimento do ex-deputado. O general afirma não ter conseguido reunir indícios que pudessem comprovar a participação de militares em qualquer das duas versões apresentadas no inquérito para explicar o desaparecimento de Rubens Paiva. Na primeira delas, a de que o ex-deputado teria sido morto nas dependências do 1o. Batalhão da Polícia do Exército ou do DOI-CODI, no Rio de Janeiro, o general julgou que faltava o depoimento de alguém que tivesse presenciado a morte de Rubens Paiva em um daqueles locais. Para apurar a segunda versão, a de que o ex-deputado teria sido sequestrado no Alto da Boa Vista, também no Rio de Janeiro, por um grupo terrorista quando era levado por agentes do Exército para a realização de diligências, o general Adriano considerou que só poderia dar um veredito sobre o assunto se pudesse ouvir pessoas ligadas à luta armada (O Globo).