O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou ontem que a decisão do Brasil de ajudar financeiramente o México, abrindo uma linha de crédito de US$300 milhões, será acompanhada de perto pelo Senado Federal. Com esta informação, o ministro fez questão de deixar claro que a responsabilidade da ajuda àquele país está condicionada não apenas aos interesses externos, mas também a debates internos, entre Executivo e Legislativo. Nada será feito na surdina. O Senado vai acompanhar de perto a decisão, garantiu. De acordo com o ministro, a iniciativa do governo brasileiro de prestar socorro ao México ainda dependerá de discussões externas com os países dispostos a participar desse esforço concentrado. Pedro Malan disse não se tratar de uma doação, ams de um depósito, pelo prazo de um ano e com garantias reais. "Este depósito não é uma doação. Estará condicionado à aprovação de um pacote maior de ajuda ao México por parte dos países interessados no mesmo esforço", afirmou (O Globo).