BRASIL É CANADÁ ESTREITAM LAÇOS POLÍTICOS E COMERCIAIS

Os governos do Brasil e do Canadá assinaram ontem quatro acordos bilaterais na área de assistência legal mútua, consultas políticas de alto nível, comércio conjunto e co-produção audio-visual. "Esses acordos refletem a convergência de interesses entre o Canará e o Brasil", disse o primeiro-ministro canadense Jean Chrétien. O presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, afirmou que, graças à estabilidade econômica, os canadenses estão voltando-- exatamente como fizeram no início do século- - a Investir no Brasil. Com o Tratado de Assistência Legal Mútua, as polícias do Canadá e do Brasil poderão trabalhar juntas-- inclusive com a ajuda de seus respectivos ministérios públicos-- toda vez que houver a necessidade de se fazer uma investigação em comum. Outro acordo importante foi a criação do Conselho de Consulta Política de Alto Nível, também de ajuda mútua, que vai estabelecer as diretrizes, através de consultas bilaterais, para futuros planos de cooperação. Além disso, os dois governos assinaram um tratado de extradição que irá permitir que, uma vez requisitada, as Justiças de ambos os países possam prender e repatriar criminosos foragidos. O acordo, no entanto, se refere apenas a cidadãos que cometerem crimes fora de seus países de origem e não tem efeito retroativo. Por esta razão, não se aplica ao casal canadense David Spencer e Christine Lamont, que desde 1989 está preso em São Paulo por participação no sequ"estro do empresário Abílio Diniz. O presidente brasileiro também destacou o papel de Brasil e Canadá no seguimento da Cúpula das Américas e comparou a entrada do Canadá no NAFTA com a presença do Brasil no MERCOSUL. "Os dois processos sub- regionais de integração haverão de convergir", garantiu (JB).