O Brasil vai participar de um esforço conjunto de países latino-americanos para ajudar o México a sair da crise econômica em que entrou desde a desvalorização de sua moeda (peso), em dezembro, através da abertura de uma linha de crédito de US$1 bilhão, rateado entre vários países. Por enquanto, somente Argentina, Colômbia e Chile, além do Brasil, decidiram participar desta ajuda ao México, mas os contatos estão sendo feitos com várias outras nações. Segundo o governo brasileiro, a forma de rateio entre os quatro países e os custos da linha de crédito especial ao governo do México ainda estão sendo discutidos, mas o presidente Carlos Menem, da Argentina, informou ontem que seu país e o Brasil entrarão com US$300 milhões cada, deixando US$400 milhões para os demais países dividirem. Esta linha de crédito de uso temporário está condicionada, no entanto, à ajuda que outros organismos internacionais estão dando ao México. Esta ajuda estaria vindo de várias partes do mundo. O próprio secretário do Tesouro dos EUA, Larry Summers, entrou em contato com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, pedindo que o país participasse desta ajuda conjunta. Malan condicionou a ajuda brasileira ao oferecimento de garantias, pelo governo mexicano. O presidente Fernando Henrique Cardoso informou, através de seu porta-voz, Sérgio Amaral, que o país está hoje em condições excepcionais para integrar a ajuda ao México, pois dispõe de reservas de quase US$40 bilhões e a expectativa seria de maior estabilidade econômica nos próximos meses (O Globo).