CVRD PODERÁ SER VENDIDA ESTE ANO

A diretora de privatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Elena Landau, defendeu ontem a participação do capital estrangeiro na privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e disse que a empresa pode ser leiloada pelo governo já no segundo semestre deste ano. Durante seminário para investidores estrangeiros, ontem, em São Paulo (SP), Elena esboçou a agenda de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso e previu que empresas como ELETROBRÁS e TELEBRÁS serão privatizadas em 1996 e 1997, desde que acabe o fim do monopólio previsto na Constituição. A agenda do BNDES prevê encerrar a venda das 35 empresas que constam do programa original de privatização ainda no primeiro semestre deste ano, com exceção da Light e de algumas participações minoritárias do governo em empresas petroquímicas. A diretora do BNDES afirmou que o governo Itamar Franco não deu prioridade ao programa de desestatização. Por isso, disse ela, o banco optou por fazer mais ofertas públicas de ações do que leilões de venda de empresas. Ela ponderou que existe uma diferença fundamental entre o governo Itamar e o atual. "A privatização, agora, faz parte do programa de governo e não é mais uma agenda isolada", argumentou. As empresas que deverão ser vendidas este ano deverão somar US$5 bilhões (50% representados pela Light). De acordo com Elena, o programa de privatizações já garantiu para o Estado um retorno de US$15 bilhões (US$2 bilhões só em 1994), incluindo moedas podres, repasse de dívidas, novos investimentos das empresas após a privatização e impostos que elas passaram a gerar (O ESP).