Responsáveis pela obstrução que levou ao fracasso da revisão constitucional, PT e PDT estão agora dispostos a participar do processo de reforma da Constituição deflagrado pelo governo. O PT está elaborando sua própria proposta de revisão e aceita se reunir com o governo-- como farão os partidos aliados-- para debater o assunto. O líder do PT na Câmara, deputado José Fortunati (RS), adiantou a posição de seu partido: Não pretendemos ser espectadores das propostas do governo. Estamos abertos à negociação. Se o PT for convidado a participar de uma reflexão sobre as propostas de reforma com o governo, aceitamos o convite. Se não, apresentaremos nossa proposta de reforma ao Congresso, aos líderes dos partidos e do próprio governo. Temas que eram tabu para os petistas, como o fim da estabilidade dos servidores e a flexibilização do monopólio das telecomunicações, serão discutidos em encontro de seus deputados, senadores, prefeitos e governadores na próxima semana. O novo líder do PDT, deputado Miro Teixeira (RJ), que na época da revisão participou de alguns debates apesar da posição contrária do partido, também demonstrou disposição para conversar. "Não há como se dizer se somos contra ou a favor das propostas do governo, se não conhecemos os projetos do governo na íntegra. Simplesmente posicionar-se contra seria um equívoco. É claro que agora há um clima de maior boa vontade", disse (O Globo) (JB).