Engajado num processo de reformas para tentar superar a pior crise econômica desde 1959, o governo cubano anunciou ontem uma ampla reorganização do Conselho de Ministros, a maior dos últimos cinco anos. Sete ministros, entre os quais o da Economia e Planejamento, o presidente do banco central e dois vice-presidentes do Conselho, serão substituídos. O "Granma", órgão oficial do Partido Comunista Cubano, divulgou as mudanças sem nenhum comentário. Mas, segundo observadores locais, o governo de Fidel Castro busca maior eficiência para enfrentar a crise. "O país não pode deixar de converter 1995 num ano-chave para reordenar sua economia e melhorar a qualidade de vida da população", afirmou no começo do mês a revista "Trabajadores". Osvaldo Martínez, um dos principais mentores do plano para reduzir o déficit fiscal-- que adotou algumas medidas liberais no ano passado--, substituirá Antonio Rodríguez Maurell no Ministério da Economia e Planejamento. O diretor do grupo Acemex, Francisco Soberon Valdes, encarregado do desenvolvimento marítimo e portuário do país, assumirá o Banco Nacional de Cuba, substituindo o ex-diplomata Héctor Rodríguez Llompart. Um dos funcionários mais eficientes do setor produtivo do país, o vice-ministro da Indústria de Base, Jesús Pérez Othon, assumirá a pasta da Indústria de Consumo no lugar de Eddy Fernández Boaba. O dirigente comunista histórico José Naranjo Morales-- próximo a Fidel desde os tempos da Revolução Cubana-- também perderá o cargo de ministro do governo, cedendo o lugar a Wilfredo López Rodríguez (O ESP).