Apesar de ter direito à demarcação de 146 mil hectares de terra assegurado por uma portaria do Ministério da Justiça de sete de julho de 1992, os índios krikatis, habitantes das regiões do Amarante, Montes Altos e Sítio Novo, no Maranhão, estão sofrendo agressões de posseiros que somente concordariam com a demarcação inferior a 46 mil hectares. Essa posição ficou clara, ontem, durante reunião convocada pelo ministro da Justiça, Nelson Jobim, da qual participaram vários ministros de Estado e secretários do governo do Maranhão. Liderados pelo presidente da FUNAI, Dinarte Nobre Madeiro, os krikatis disseram a Jobim que somam entre 520 e 600 índios e que precisam dos 146 mil hectares a que têm direito, enquanto o coronel da Polícia Militar do Maranhão, José Ribamar Monteiro, aponta a existência de apenas 250 habitantes da tribo naquela região. A reunião foi precedida de um encontro do ministro da Justiça com caciques das tribos krikatis e makuxis, esta localizada no Estado de Roraima e também às voltas com problemas de demarcação de terras na área Raposa/Serra do Sol. Além disso, os makuxis pedem que não seja construída a hidrelétrica de Cotingo, a três quilômetros da primeira aldeia da tribo (GM).