Para evitar o escândalo de os parlamentares ganharem em fevereiro R$32 mil, o presidente da Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira (PFL-PE), decidiu que não vai autorizar o pagamento das ajudas de custo, no valor de R$16 mil, a que os deputados teriam direito pela convocação extraordinária entre três e 15 de fevereiro. Pelo decreto que fixou em R$8 mil o vencimento dos parlamentares, ficou estabelecido que deputados e senadores recebem um salário integral no início e no fim de cada convocação extraordinária. Como o decreto prevê ainda o pagamento, no início de cada ano legislativo, de um salário integral, além do normal, eles receberiam em fevereiro quatro salários: R$32 mil. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Octávio Gallotti, rejeitou ontem ação de inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos, que queria anular os aumentos dos vencimentos dos parlamentares, ministros e presidente da República, aprovados há dois dias pelo Congresso Nacional. Gallotti entendeu que, além de não haver relação temática entre o objeto do pedido e a confederação, não cabe ação de inconstitucionalidade contra ato de competência exclusiva de uma das casas do Congresso (JB).