OS ESTUDOS DO PLANO ESTRATÉGIO DO RIO DE JANEIRO

O presidente Fernando Henrique Cardoso recebe hoje um raio-X da cidade do Rio de Janeiro (RJ), com o qual conhecerá em detalhes as necessidades e características de seu desenvolvimento urbano, do ponto de vista da própria sociedade. FHC receberá o Diagnóstico do Plano Estratégico da Cidade. O documento é dividido em sete capítulos: o Rio em seu contexto, atratividade da cidade, população e emprego, dinâmica urbana, qualidade de vida, imagem e cidadania e administração pública. Cada capítulo trará uma relação dos "pontos fortes" e "pontos fracos" do Rio na área. O diagnóstico do Plano Estratégico é o resultado de quatro meses de trabalho de representantes da sociedade, como associações de moradores e órgãos públicos. A partir do diagnóstico, os grupos vão agora elaborar projetos. O plano estará pronto até agosto. Segundo o diagnóstico, entre os itens negativos da cidade estão a violência urbana, a falta de confiança na polícia e na Justiça, a deficiência de transporte, o crescimento da favelização e até o comportamento predatório dos moradores em relação aos bens públicos. Entre os pontos positivos se encontram o potencial cultural e econômico da cidade, suas riquezas naturais e o alto nível de escolaridade da população em relação a outras grandes cidades brasileiras. A visita do presidente da República ao Rio também pode render ao estado dois importantes dividendos em termos de assistência social a curto prazo: a criação do Fundo Rio-- a partir da venda de imóveis da União em território fluminense-- e a parceria entre o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, líder da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, e o Programa Comunidade Solidária, do governo federal. No encontro com Betinho, o presidente e a secretária-executiva do Comunidade Solidária, Ana Peliano, discutirão os rumos do programa, que prevê para este ano gastos de R$8 bilhões no combate à miséria em todo o país, e é considerado prioridade do governo federal (O Globo) (JB).