Por votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto de autoria do deputado Paulo Paim (PT-RS) que fixa em R$100,00 o salário- mínimo a partir de 1o. de fevereiro. O projeto, que deverá ser votado ainda no Senado Federal, aumenta também o valor dos benefícios de aposentados e pensionistas da Previdência Social. A aprovação do mínimo foi uma derrota do governo de Fernando Henrique Cardoso, que não conseguiu articular os partidos que o apóiam. A base governista se dividiu, e só o PFL e o PSDB encaminharam o voto contra o reajuste. Apesar da argumentação dos líderes dos partidos que apóiam o governo de que o aumento do salário-mínimo provocará um rombo de R$7,8 bilhões nas contas da Previdência Social, os parlamentares preferiram deixar para o presidente Fernando Henrique o ônus de vetar o projeto. O governo não aceita aumento do mínimo acima de R$85,00. Segundo o líder do PSDB no Senado, Artur da Távola (RJ), disse que o presidente vetará o aumento do mínimo mas estuda a concessão de um novo abono mensal-- pode ser prorrogado o abono de R$15,00, concedido no final do governo Itamar Franco (O Globo) (FSP).