Empresários argentinos, uruguaios, paraguaios e brasileiros foram sinceros ontem ao definir a fase atual da integração de seus países como um período dedicado ao estudo e conhecimento das práticas comerciais e detalhamento das políticas econômicas em andamento dos quatro parceiros. O primeiro encontro após a união aduaneira que vigora desde 1o. de janeiro foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e serviu para deixar claro que "os setores privado e público precisam parar, refletir e detalhar para fazer um profundo aprendizado", disse o argentino Rodolfo Boeiro, representando a União Industrial da Argentina (UIA). O parecer de Boeiro encontrou respaldo entre os demais debatedores e painelistas do Seminário Internacional do MERCOSUL. Para o argentino, somente depois que os agentes econômicos conhecerem as formas de atuação dos vizinhos é que vão caminhar para práticas de comercialização harmônicas. Deixando de lado os protocolos trocados entre governos, que firmaram a disposição política de unificação marcando ainda o entrosamento nesses primeiros quatro anos de discussões, os representantes das classes industriais disseram que agora o mercado deve começar para valer (GM).