EMPRESAS QUEREM GERIR SAÚDE EM SÃO PAULO

Empresas privadas de medicina já demonstram interesse em participar da gestão de hospitais e postos de saúde da rede municipal. A possibilidade foi aberta pelo Plano de Atendimento de Saúde (PAS), lançado ontem pelo prefeito Paulo Maluf (PPR). O projeto do PAS prevê a transferência da administração de hospitais municipais para cooperativas de médicos da rede pública. Cada região da cidade seria transferida para uma cooperativa. Cada uma delas receberia uma dotação de recursos públicos correspondentes a R$10,00 por usuários cadastrados na rede. O prefeito Paulo Maluf e o secretário de Planejamento Roberto Paulo Richter afirmaram que, se as cooperativas falharem, a administração dos hospitais poderá ser aberta a empresas interessadas. O PAS começará com a Administração Regional de Saúde de Perus-Pirituba (zona norte da capital paulista). Com base na população da região, a prefeitura acredita que cerca de 240 mil pessoas serão cadastradas. O cadastramento, na fase inicial, está limitado às pessoas que moram em habitações isentas do IPTU. Este primeiro "módulo" inclui o hospital municipal de Pirituba, dos prontos-socorros e oito unidades básicas de saúde. Os 2.039 funcionários e 367 médicos desse "módulo" serão convidados a formar uma cooperativa que administrará o hospital, os prontos-socorros e os postos de saúde. A cooperativa receberá da prefeitura R$2,4 milhões por mês-- ou R$10,00 por paciente cadastrado. Receberá também o prédio, instalações e equipamentos. Em troca, a cooperativa deve garantir todo tipo de atendimento aos 240 mil cadastrados da região. Material e parte dos medicamentos também será responsabilidade da cooperativa. A` prefeitura caberá a fiscalização e checagem da qualidade do serviço (FSP).