ACORDO MARÍTIMO DO MERCOSUL NÃO ENTROU EM VIGOR

O presidente da Comissão de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Oswaldo Douat, informou que o acordo marítimo do MERCOSUL-- que previa divisão de cargas apenas entre as bandeiras dos quatro países-- não entrou em vigor. Os industriais contrários ao acordo conseguiram sustar sua aprovação e têm mantido entendimento com o novo ministro dos Transportes, Odacir Klein, para expor sua posição. Douat acha que até no transporte aéreo também deve ser permitida participação de terceiros, de modo a reduzir custos, embora admita que sejam criados mecanismos para evitar competição desleal. Queremos os fretes mais baixos possíveis, mas o governo deve ficar atento
84519 contra abusos, diz Douat, que não se considera inimigo dos armadores brasileiros, mas que tem mantido posição oposta à do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). O presidente do Syndarma, Sérgio Salomão, lembra que apenas dois itens foram excluídos dos acordos do GATT-- hoje Organização Mundial de Comércio (OMC)--: audiovisuais e fretes, este último devido ao interesse expresso de grandes nações de manterem subsídios aos seus armadores. Diz Salomão que os armadores querem manter esse fluxo entre os armadores nacionais, com a criação de um conselho especial que impeça a cobrança de fretes elevados. Afirma que os concorrentes estrangeiros que navegam em portos brasileiros são subsidiados por seus governos ou então são megacarriers de poder de fogo muito maior do que a frota brasileira. O Syndarma, no entanto, não encerrou as negociações com a CNI (O ESP).