O governo do Estado do Rio de Janeiro começa em fevereiro as obras do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, planejado desde 1991. O pacote inicial, que trará melhorias no tratamento do esgoto e no abastecimento de água em sete municípios da Região Metropolitana, deveria ter sido executado a partir de outubro do ano passado, mas a briga travada pelas nove empreiteiras e consórcios que participaram da licitação para o gerenciamento e acompanhamento técnico das obras atrasou a concorrência, finalmente concluída no último dia 11. Ontem, o secretário estadual de Obras, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, anunciou que a empresa Sondotécnica Engenharia de Solos venceu a licitação. Para gerenciar as obras financiadas com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) nos cinco anos da primeira fase do Programa de Despoluição, a Sondotécnica vai receber US$8,8 milhões. As primeiras obras do programa serão executadas com recursos do BID, o maior financiador do projeto, com US$350 milhões. Por exigência do banco, os 19 contratos de obras e cinco de fornecimento de material licitados em 1994 só poderiam ser postos em execução depois de conhecido o nome da empresa que vai gerenciar o serviço e fazer o acompanhamento técnico dos trabalhos realizados com a verba (JB).