Os meninos de rua do Rio de Janeiro (RJ) vão ganhar padrinhos franceses. Mesmo sem nunca terem ido ao Brasil, professores e alunos da Universidade Seine-Saint-Denis decidiram apadrinhar crianças brasileiras, numa tentativa de oferecer-lhes mais segurança e apoiar o trabalho dos educadores. Nada será formal, ninguém vai pagar a educação dos meninos, mas cada padrinho francês estará atento ao destino do afilhado e pronto para botar a boca no mundo a cada ato de violência contra ele. É uma tentativa de personalizar a solidariedade dos franceses com o trabalho dos educadores e, ao mesmo tempo, uma possibilidade de ampliar a vigilância internacional em relação à violência contra crianças. A idéia foi lançada pela Associação Erê Brasil, presidida por Soly Levy, um cineasta que, de tanto filmar meninos de rua, acabou se sensibilizando com o problema e partiu para um trabalho concreto. "A intenção é ter um papel semelhante ao da Anistia Internacional e estar pronto para denunciar e intervir a cada ameaça ou ato de violência contra as crianças e os educadores", explicou Levy (O Globo).