GOVERNO QUER O FIM DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, defendeu ontem o fim da contribuição sindical compulsória e da pluralidade sindical e disse que estão são as principais alterações na legislação trabalhista a serem discutidas com o Congresso Nacional, a partir de 15 de fevereiro. Segundo ele, a prioridade de sua pasta será a geração de empregos e o treinamento dos trabalhadores, conforme prevê o programa do novo governo. O ministro disse que quer viabilizar um novo modelo para as relações entre capital e trabalho, em trabalho conjunto com setores envolvidos. A redução dos encargos trabalhistas, segundo Paulo Paiva, é outra discussão de peso que tem que ser resolvida, com o objetivo de baratear o emprego. Segundo ele, antes que sejam discutidos os direitos dos trabalhadores (FGTS e PIS, por exemplo) na redução dos encargos, é necessário que se proponha um melhor gerenciamento dos fundos. É que, para ele, estes fundos acabam beneficiando poucos trabalhadores (O Globo).