Numa iniciativa inédita no Brasil, os pesquisadores da FIOCRUZ pretendem recorrer aos classificados dos principais jornais do Rio de Janeiro na tentativa de recrutar voluntários para a pesquisa da vacina anti-HIV. Já com seis meses de atraso, a FIOCRUZ quer iniciar os testes, mas até agora conseguiu apenas que sete pessoas se cadastrassem para participar do Programa de Prevenção a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/AIDS, do Ministério da Saúde. São necessários 15 voluntários para a realização da pesquisa. Os pesquisadores estão trabalhando intensamente para conseguir voluntários com o perfil necessário para os testes. As pessoas selecionadas devem ser sadias, entre 18 e 50 anos, não podem ter sido infectadas pelo vírus e, principalmente, com baixo risco de se contaminarem. A dificuldade para o recrutamento do pessoal também deve-se ao atraso da chegada da vacina anti-HIV. O produto, que foi importado pelo laboratório norte-americano United Biomedical Inc. (UBI), deveria ter chegado ao Rio em agosto do ano passado. Somente no início deste mês a FIOCRUZ recebeu a vacina. No ato de participação da pesquisa, as pessoas selecionadas deverão assinar um termo de consentimento, onde serão explicadas as vantagens e desvantagens dos testes. Embora descarte a possibilidade de contaminação pelo HIV, a FIOCRUZ está tendo o cuidado em avisar aos participantes de que poderão, durante algum tempo, registrar um teste anti-HIV falso- positivo. De acordo com as explicações entregues aos voluntários, o produto é sintético, imitando uma sequ"ência de genes-proteína que envolve o HIV. Em testes denominados imunofluorescentes a pessoa tem a comprovação de que não foi contaminada (JC).