DEMISSÕES NA CUT

A CUT, que fechou o ano de 1994 com prejuízo de R$300 mil, decidiu demitir 35 dos seus 117 empregados, com o objetivo de reduzir suas despesas em 30%. O tesoureiro da Central, Remigio Todeschini, disse que uma das causas da crise financeira é a redução das contribuições do exterior, que já representaram 40% da receita da entidade. A maioria dos que serão dispensados pela entidade participa do programa de incentivo à demissão voluntária. "Estamos entrando num período de auto-sustentação, em que pretendemos nos manter por conta própria, com um orçamento equilibrado", justifica Todeschini, que nos últimos cinco meses teve que administrar um caixa com saldo negativo de R$500 mil. A entidade representa 2.400 sindicatos mas só 900 contribuem financeiramente. Sindicatos com o dos Químicos e Plásticos e dos Motoristas de São Paulo também estão reduzindo os quadros de funcionários, informatizando ou terceirizando atividades e vendendo imóveis. O processo de enxugamento é decorrência não apenas da queda de arrecadação, mas também da expectativa de que a reforma constitucional reduza ou elimine algumas contribuições obrigatórias e acabe com a unicidade das categorias (JB).