O governo federal pretende acelerar o programa de privatização e tentar antecipar os cronogramas em pelo menos dois meses. A informação é do ministro do Planejamento, José Serra, que confirmou ainda a previsão de arrecadar com as privatizações entre R$4 bilhões a R$5 bilhões este ano. O ministro, que participou ontem da posse de Edmar Bacha na presidência do BNDES, disse que a prioridade será o setor elétrico. "A área elétrica é a grande frente de privatização, mas não é só vender empresas, tem que ter regulamentação, porque é um setor de serviços públicos. A área privada deve participar desse setor. Vamos vender as empresas, mas com regulamentação adequada", disse. A diretora de Desestatização e de Infra-estrutura do BNDES, Elena Landau, confirmada no cargo, disse que no primeiro semestre do ano o governo deverá concluir as privatizações das empresas do setor petroquímico e da Escelsa, distribuidora de energia, que renderão cerca de R$1 bilhão. Ela, contudo, não acredita que a Light poderá ser vendida ainda no primeiro semestre, em função das dívidas da Eletropaulo com a empresa, que superam US$1 bilhão. O ministro do Planejamento determinou à sua equipe que mantenha no Orçamento Geral da União de 1995 apenas as emendas feitas no Congresso Nacional que estejam de acordo com as prioridades de gastos do governo. As demais emendas feitas por deputados e senadores serão desconsideradas. O Planejamento terá ainda que promover cortes em gastos de custeio para que possa ser eliminado o desequilíbrio de R$12 bilhões. Apesar desse esforço de contenção de despesas públicas, a equipe do Planejamento deseja ampliar os recursos destinados a investimento e poderá utilizar parte do dinheiro obtido com a privatização para atingir esse objetivo (O Globo) (GM).