Os novos governadores herdaram, juntos, um saldo de R$41,161 bilhões em dívidas interna e externa, segundo levantamento do Banco Central realizado em novembro último. Desse total, R$37,271 bilhões são dívidas com bancos e fornecedores do mercado interno e R$3,889 correspondem à dívida externa. São Paulo tem a maior dívida, de R$12,471 bilhões, seguido do Rio de Janeiro, que deve R$6,834 bilhões. A principal receita de que os estados dispõem para colocar em ordem suas contas é a arrecadação própria, cujo principal componente é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Juntos, os estados conseguem arrecadar cerca de R$2,5 bilhões ao mês. Cerca de metade dessa arrecadação é de São Paulo. Para os estados mais pobres, a principal fonte de receita são as transferências do Tesouro Nacional, que somam cerca de R$400 milhões ao mês, a depender da arrecadação da Receita Federal. Os estados que mais recebem repasses do Fundo de Participação dos Estados são a Bahia, o Ceará, o Maranhão e o Pará (JB).