RECIFE REDUZ ÍNDICE DE MORTALIDADE INFANTIL

Com índices de mortalidade infantil que chegam a 126 óbitos para cada grupo de mil nascidos em algumas de suas 600 favelas, Recife (PE) encontrou uma forma simples de garantir a sobrvivência das crianças consideradas marcadas para morrer logo ao nascer: todos os bebês com risco de vida são informalmente "adotados" pela rede municipal de saúde. A iniciativa já começa a render os primeiros resultados: até o momento, nenhuma das crianças atendidas morreu. Bebês com risco de vida são considerados todos aqueles que nascem prematuros, com baixo peso ou doentes. Normalmente, são filhos de pais biscateiros e mães desnutridas, que vivem em morros, córregos e mangues da cidade. Elas são beneficiadas pelo projeto "Cidadão Recife", implantado pela Secretaria Municipal de Saúde em 1993. Pelo projeto, essas crianças têm direito a acompanhamento médico, vacinação e prioridade no atendimento da rede hospitalar. Normalmente, 30% dos bebês de risco morrem antes de completar seis meses de vida. Destes, 53% só resistem até o sétimo dia após o nascimento. Se não podemos acabar com a pobreza, temos que garantir a essas crianças
84389 o direito à vida, diz o secretário municipal de Saúde, Guilherme Rabalinho (O Globo).