FHC INDICA TRÊS SUPERMINISTROS

O presidente Fernando Henrique Cardoso deixou claro ontem, na primeira reunião ministerial, que o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, o ministro do Planejamento, José Serra, e o da Fazenda, Pedro Malan, terão poderes de superministros em seu governo. As ações de governo serão coordenadas por Carvalho. Na tentativa de uniformizar as ações do governo e de se manter informado das medidas que estão sendo tomadas pelo primeiro escalão, FHC decidiu criar as chamadas "Câmaras do Conselho de Governo". Estas câmaras terão a missão de formular as políticas de áreas determinadas. Todas serão presididas por Clóvis Carvalho. Segundo o porta-voz da Presidência, embaixador Sérgio Amaral, as câmaras terão também a presença obrigatória dos ministros do Planejamento e da Fazenda. O governo ainda não decidiu quantas câmaras serão criadas. Mas já estão definidas a existência da Câmara de Políticas Regionais e da de Comércio Exterior. Segundo o porta-voz da Presidência, os ministros se reunirão para trabalhar "de uma forma coordenada em relação à formulação de políticas". "Depois, cada ministério executará a parte que lhe toca, de acordo com as suas atribuições". O presidente Fernando Henrique avisou ao primeiro escalão que a meta principal das políticas que começam a ser executadas pelo novo governo é a redistribuição de renda em nível regional e social. "Nós fizemos propostas que agora têm que ser seguidas, e uma das principais é o esforço do governo para reduzir os desequilíbrios de renda, em nível social e regional", disse o presidente. O segundo compromisso é o da ética no governo. "A sociedade, incluindo o presidente, não aceita mais a corrupção, nem mesmo o desleixo no trato da coisa pública", afirmou. Em sua exposição inicial, Fernando Henrique disse que o governo terá de reavaliar a estrutura do Estado e, para conseguir a estabilização econômica, a privatização de estatais é fundamental na obtenção de recursos que ajudem na recuperação do crescimento econômico (FSP) (O Globo).