O ministro da Fazenda, Pedro Malan, revelou, ontem, que o governo fechará 600 agências e demitirá funcionários de cinco bancos federais até o fim do ano em todo o país. A medida faz parte do programa de saneamento do sistema financeiro oficial. Ao admitir que por trás de cada agência existem interesses políticos, o ministro explicou que um dos objetivos é evitar duplicidade de funções e a competição predatória. Malan garantiu que vai executar os ajustes, dizendo que estas instituições precisam se adequar à queda da inflação. As instituições que serão afetadas são o Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco Meridional, o Banco da Amazônia (Basa) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O ministro da Fazenda também anunciou ontem os presidentes de quatro bancos federais: Paulo César Ximenes (ex-presidente do Banco Central) para o BB; Sérgio Cutollo (ex-ministro da Previdência Social) para a CEF; Byron Queiroz para o BNB; e Ricardo Ribas, que continuará no Meridional (JB) (O Globo).