RESTRIÇÃO A CIGARRO NA TV

Artistas, publicitários e autores de telenovelas consideraram a portaria que limita a aparição de cigarros na televisão exagerada, cerceadora e abusiva. Em 29 de dezembro, um dia antes de deixar o governo, o ex-ministro da Saúde, Henrique Santillo, assinou portaria proibindo personagens de telenovelas, entrevistados de programas jornalísticos e participantes de programas ao vivo de aparecer fumando no ar. A portaria também obriga que embalagens de cigarros tragam advertências que ocupem 25% da superfície com alertas sobre os males causados ao organismo pelo fumo. A portaria que restringe a propaganda de cigarros visa proteger jovens e analfabetos dos riscos do fumo, disse o diretor do Instituto Nacional do Câncer, Marcos Moraes. De acordo com o instituto, há 30 milhões de fumantes no país. Dos 330 mil novos pacientes de câncer registrados a cada ano, pelo menos 100 mil morrem em função de problemas ligados ao tabagismo. A Philip Morris, segunda maior fabricante de cigarros do país, classificou como inconstitucional a portaria do ex-ministro da Saú`de. A Souza Cruz, maior fabricante, não se manifestou. A Abif (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) também considerou o ato inconstitucional (FSP).