BANESPA E BANERJ SOFREM INTERVENÇÃO

O governo decretou ontem um regime de administração especial temporária para o Banco do Estado de São Paulo (BANESPA) e o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ), que representa, na prática, uma intervenção. Os dois bancos têm rombo de R$6,515 bilhões. A medida deve durar um ano. Só será suspensa se as instituições forem saneadas. As diretorias das duas instituições foram substituídas por técnicos de confiança do Banco Central, que terão a missão de sanear os bancos e prepará-los para sua privatização. Em nota distribuída à imprensa, o Ministério da Fazenda explica que a medida tem como propósito sanear as contas das duas instituições para "viabilizar a eventual transferência de seu controle acionário". A equipe econômica pretende vender os bancos para instituições estrangeiras. Os bens dos últimos administradores foram colocados em indisponibilidade. "Os bancos não foram capazes de zerar suas posições ontem e enfrentaram dificuldades de obtenção de recursos junto as instituições privadas", justificou o presidente do BC e futuro ministro da Fazenda, Pedro Malan. O BC nomeou nove pessoas para compor o novo Conselho Diretor do BANESPA e dez pessoas para o do BANERJ. O governador eleito do Rio de Janeiro, Marcello Alencar (PSDB), acredita que, com a intervenção do BC, algumas agências do BANERJ serão fechadas e haverá demissão, mas ressaltou que essa decisão cabe aos interventores. Ele prometeu acompanhar de perto a administração temporária "porque o estado é o maior acionista do banco". Já a intervenção no BANESPA não surpreendeu o governador eleito de São Paulo, Mário Covas (PSDB). Ele considerou a medida necessária (O Globo) (FSP) (JB).