As reservas internacionais apresentaram pequena queda de setembro para outubro, segundo dados apresentados ontem pelo Banco Central. O volume total das reservas, pelo conceito de liquidez internacional-- que leva em conta os créditos a receber-- caiu de US$43,455 bilhões em setembro para US$42,845 bilhões em outubro. A redução foi provocada pelo pagamento da primeira parcela dos juros da dívida externa depois da última rodada de negociações. Pelo conceito de caixa (que se refere à quantidade de dinheiro efetivamente disponível), as reservas tiveram queda de US$40,873 bilhões em setembro para US$40,441 bilhões em outubro. Segundo o BC, foram remetidos para o exterior US$1,25 bilhão como pagamento dos juros da dívida. Além disso, outros US$252 milhões foram gastos para aquisição de títulos do Tesouro norte-americano, entregues aos bancos credores como garantia do acordo da dívida externa. O governo brasileiro ainda se viu obrigado a pagar US$30 milhões de juros relativos à parcela do débito que não entrou na renegociação. Desse montante, US$1,4 bilhão estão em poder da família Dart, e outros US$1,6 bilhão com o Banco do Brasil (O Globo).