O Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe aumentou 3,7% este ano em comparação a um aumento anual de 3,2%, em média, no triênio 1991/93. O crescimento, de acordo com a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), é o maior dos últimos 14 anos. Segundo o relatório "Balanço preliminar da economia da América Latina e do Caribe em 1994", divulgado ontem em Santiago do Chile, o PIB por habitante da região cresceu 1,9%, ficando apenas dois pontos percentuais abaixo do índice alcançado em 1980. O documento destaca também que, ao longo do ano, a estabilização de preços recebeu toda a prioridade das políticas econômicas latino-americanas e que a inflação média da região vem decrescendo progressivamente: 49% em 1991, 22% em 1992, 19% em 1993 e 16% este ano. O relatório dá atenção especial a três exemplos bem-sucedidos de programas antiinflacionários nos últimos anos. No Brasil, o Plano Real conseguiu reduzir a taxa mensal de 50% para 3%. O segundo melhor exemplo é o do Peru, onde a inflação caiu de 7.500% em 1990 para 17,5% este ano, enquanto na Argentina a queda foi de 1.300% em 1990 para 3,6% em 1994. O relatório da CEPAL anuncia que a economia brasileira continuou este ano a recuperação iniciada em 1993, após três anos contínuos de recessão. Segundo o balanço preliminar da entidade, a economia cresceu 4,5%, a maior taxa registrada nos últimos oito anos. Após estimar em 5% o crescimento da indústria ao longo do ano, a CEPAL calcula que a taxa de emprego apresentou pequena alta, passando de 5,3% em 1993 para 5,5% este ano, devido à reativação econômica e a oferta de novos postos de trabalho, não só na indústria e no comércio, como também dos autônomos e dos trabalhadores sem carteira assinada (JB).