O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas divulgou ontem o censo relativo ao período de 1980 até 1 de setembro de 1991, registrando uma população no Brasil de 146.825.475 habitantes. E que ficou mais velha, em consequência da queda de mortalidade e do declínio da fecundidade. Em todas as regiões do país, o censo registrou crescimento da população adulta (de 15 a 64 anos) e dos idosos (acima de 65 anos). Na região sudeste, por exemplo, o contigente de adultos aumentou de 61,7% em 80 para 63,6% e o dos idosos de 4,2% para 5,1%. Os brasileiros hoje, porém, já somam 153.700.000 habitantes, segundo projeções do IBGE. Os principais itens pesquisados no questionário do censo do IBGE divulgado ontem mostram o seguinte quadro: -- crescimento: a taxa média geométrica de crescimento anual no período 1980-1991 foi de 1,93%, uma das mais baixas observadas, refletindo a intensificação do declínio da fecundidade ocorrido no país durante os anos 80. -- Ranking Mundial: O Brasil é o sexto país mais populoso da Terra, ocupando a sexta posição internacional (2,7% do total). Até 1991, a população do mundo era calculada em 5,3 bilhões. A` frente do Brasil estão a China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Rússia. -- regiões: a região mais populosa do país continua a ser O Sudeste (62.740.410 habitantes), seguindo-se a Nordeste (42.497.540), a Sul (22.129.377), a Norte (10.030.556) e a Centro-Oeste (9.427.601). -- Mortalidade infantil: A taxa de mortalidade infantil caiu de 69,1% em 80 para 49,7% em 91. -- população urbana: a população urbana é três vezes maior no país do que a rural. -- Estados: Os estados mais populosos, segundo o censo: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná. -- Por sexo: O censo de 91 mostrou a existência de 97 homens para 100 mulheres, resultante de um excedente de 1.846.055 mulheres. Com o resultado divulgado ontem, mantém-se a tendência histórica de predominância do sexo feminino na composição da população brasileira. -- Chefes de família: Em relação ao censo de 1980, a proporção de chefes de domicílio do sexo feminino elevou-se de 14,7% para 18,1%. Em todas as regiões a tendência foi homogênea (O Globo).