SINDICALISTA E EMPRESÁRIO CRITICAM PROJETO QUE MUDA A CLT

Nem empresários nem sindicalistas aprovaram a decisão do presidente Itamar Franco de enviar ao Congresso Nacional projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e criando novas regras para o FGTS, segundo representantes dos dois setores. O presidente nacional da CUT, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, afirmou que Itamar e seu ministro do Trabalho, Marcelo Pimentel (autor do projeto), "não têm o direito de aproveitar o fim do governo para propor mudanças de leis sem consulta à sociedade". Pelos empresários, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e negociador da FIESP, Sérgio Magalhães, disse que o governo está, na verdade, criando um novo imposto para trabalhadores e empregadores, que dificultará contratações e estimulará a informalidade. Tanto Vicentinho quanto Magalhães mostraram- se surpresos com a proposta de mudanças na CLT em fim de mandato. Eles lembraram que com a posse do novo governo a expectativa é de que haja uma discussão nacional em trono do Contrato Coletivo de Trabalho, com objetivo de criar novas regras de contratação (O ESP).