Em 1995 haverá uma mudança radical no programa de privatização do governo federal. A previsão foi feita ontem pela diretora do BNDES, Elena Landau, durante seminário no Rio de Janeiro (RJ). "As privatizações não foram concretizadas mas continuarão em andamento. Já no primeiro semestre de 95 deverão ser privatizadas as 13 empresas que faltam do setor petroquímico, além do Banco Meridional. A Rede Ferroviária Federal será arrendada em seis trechos até junho e a LIGHT provavelmente ficará para o segundo semestre do ano", informou. As próximas privatizações devem captar recursos de US$4,5 bilhões. Elena Landau defendeu o programa de privatização do governo Itamar Franco, dizendo que ele teve qualidade fiscal muito maior do que o que foi feito no governo Collor. O empresário Eduardo Modiano, do grupo Itamarati-- e que presidiu o BNDES no governo Collor-- atacou o governo, afirmando que Itamar não tinha cumprido nem metade do cronograma de privatizações. Elena partiu para a defesa, afirmando que enquanto em 1991 e 1992 o setor público faturou US$15 milhões com a venda de 15 empresas, só em 1994 foram arrecadados US$1,350 bilhão. Em 1993, acrescentou, foram US$157 milhões. Durante o mandato de Itamar, também foram leiloadas 15 empresas. Com as privatizações, US$2,6 bilhões de dívidas do setor público passaram para o setor privado, informou a diretora do BNDES (O Globo).