CAI NO NÚMERO DE METALÚRGICOS NO ABC PAULISTA

O metalúrgicos do ABC paulista, que já foram considerados a elite do proletariado industrial brasileiro e formam a base principal da CUT e do PT, estão em baixa. A categoria sofreu uma redução de 29% em seu contingente em apenas cinco anos, entre novembro de 1993 e setembro de 1994, segundo estudo da subseção do DIEESE e do sindicato da região. Foram eliminados no período 58.689 postos de trabalho, número superior à soma atual dos quadros da Volkswagen, Ford, Mercedes, Scania e Toyota em São Bernardo do Campo, que contam com 48.814 funcionários. Hoje, a categoria é formada por 143.043 trabalhadores, contra 201.732 em novembro de 1989. O DIEESE aponta também uma redução nos salários dos metalúrgicos. O salário médio em setembro deste ano situou-se em torno de R$748,67. As montadoras de veículos compõem o segmento de maior salário médio: R$1.134,88. O salário real e o poder aquisitivo da categoria são bem menores comparando-se com os de 1o. de abril de 1988 e 1o. de março de 1990. Nas montadoras, por exemplo, o salário real de outubro deste ano (na data de pagamento) representou 50% do salário de 1o. de abril de 1988, uma perda de 50%, segundo o DIEESE. O poder aquisitivo de outubro passado foi somente 60% do salário de 30 de abril de 1988, uma perda de 40%. Tomando-se por base o ano de 1990, o salário real de outubro de 1994 representou 49% do salário de 1o. de março de 1990, com perda de 51%. No setor de autopeças, o salário de outubro último foi somente 44% do recebido em 1o. de abril de 1988, o que representou perda de 56% (O Globo).