CLINTON ABRE A REUNIÃO DE CÚPULA DAS AMÉRICAS

O presidente dos EUA, Bill Clinton, abriu ontem a Cúpula das Américas, prometendo que ela criará uma "parceria para a prosperidade". "Este é um momento mágico. Não vamos desperdiçá-lo", disse. O discurso que inaugurou o maior encontro de chefes de Estado e de governo da história do hemisfério foi feito no teatro Jackie Gleason, em Miami, a uma platéia de empresários e líderes cívicos. O presidente norte-americano elogiou seus 33 colegas que vieram a Miami, "escolhidos por votos, não por balas". Fez também uma referência ao Brasil, que "este ano esmagou a inflação". O mais longo aplauso a Clinton no discurso ocorreu quando ele manifestou apoio ao "desejo do povo cubano por mudanças pacíficas em direção à democracia". Embora o clima de entendimento predomine, há dificuldades potenciais: os presidentes da Guatemala, México e El Salvador querem incluir a questão dos imigrantes ilegais nos EUA na agenda e o do Peru reclamou da pouca ajuda dos EUA à América Latina. Em seu discurso, o presidente Bill Clinton defendeu a criação de uma zona de livre comércio "do Alasca à Argentina". Disse que até o ano 2005 as exportações de seu país para o resto do continente poderão dobrar, criando um milhão de novos e mais bem pagos postos de trabalho dentro dos EUA. Depois do livre comércio, Clinton citou entre os objetivos da Cúpula de Miami "o fortalecimento da democracia e a melhora na qualidade de vida dos cidadãos", nesta ordem (FSP) (JB).