MERCOSUL TRAZ CARRO ARGENTINO

As autopeças brasileiras serão consideradas nacionais na fabricação de carros argentinos; em compensação, automóveis argentinos de até mil cilindradas concorrerão em condições de igualdade com os carros populares brasileiros. Nos primeiros quatro meses do próximo ano, as importações de trigo de países que não pertençam ao MERCOSUL serão sobretaxadas em 10%. Assim, aumentarão as exportações argentinas de trigo para o Brasil. Depois de dois dias de reuniões, os ministros Ciro Gomes, da Fazenda, e Domingo Cavallo, da Economia, chegaram a acordo sobre as regras de comercialização do setor automobilístico entre os dois países. O ministro brasileiro saiu vitorioso das negociações com a equipe de Cavallo. A partir de 1o. de janeiro de 1995, quando será iniciada a união aduaneira no MERCOSUL, as autopeças brasileiras terão tratamento privilegiado. De acordo com Cavallo, a indústria automobilística argentina poderá importar 20% a mais em autopeças, em relação ao total que exportou para o Brasil. Isso quer dizer que para cada US$1 que a Argentina exporte para o Brasil, poderá importar até US$1,20 em autopeças brasileiras. O mecanismo se estenderá até 1999, quando termina o esquema protecionista para a indústria automobilística argentina. No encontro também ficou acertado que a Argentina participará, no ano que vem, das concorrências internacionais promovidas pela PETROBRÁS (JC).